Avila-Madrid em 19/06/2019

Acordei relativamente cedo, acho que eram 8 horas. Fiz o que tinha que fazer, desci para a estação Chueca, comprei 2 tickets de metro no cash a €6. Muito fácil, só ir até Alonso Martinez e pegar a mesma linha 10 e descer 4 estações depois, em Príncipe Pio. Desci lá … e pra achar os trilhos da Renfe?! Pedi informação na agência da estação. Segui o caminho indicado e quem diria que a impressão do meu ticket passava não leitor? caralhos, chamaram a supervisora, a coordenadora, imprimiram na máquina, e nada, não passava, até que a ”mais mais” liberou meu acesso. Sentei sozinho, na janela, sol na cara. Enfim, uma viagem de 1:50 mais ou menos, saiu no horário. Chegando a Avila, sem lenço, sem documento, tentei seguir as placas e me desviar dos chineses em bando. Achei as Muralhas, caminhei em volta, entrei por uma das portas, contornei sempre seguindo as Muralhas, achei um local de subida, paguei €5,00 pela entrada com audiofone em português às 12:28. Subi naquele solaço do caralho e, claro, cansei, porque era em aclive, subi em um ou dois bastiões e deu. Cansava e suava muito, calor escaldante, menos do que em Madrid, pela altitude, mais uma calorão. Terminei o passeio sobre as Muralhas, dei mais uma ou duas voltas ao redor e fui almoçar. Primeiramente queria o terneiro de vila, que tinha visto logo quando cheguei, mas não estava no mesmo lugar … Ah! visitei as relíquias de Tereza se Avila, antes que me esqueça. Almocei só aros de lula fritos e umas cervejas no Casa de Postas, não lembro a hora. Paguei €22,00 mais €3,00 de gorjeta. Dei mais umas voltinhas e sei que cheguei na estação de Avila às 16, troquei o bilhete para 17:10 em vez se 18:10, só que saiu atrasado, lá pelas 17:30, chegando 19:00 em Príncipe Pio. Fui direto pro hostel tomar banho. Comi na Cafeteria Verdoy em Chueca por €15,00 e depois comprei um vermouth no Supercor. Voltei pro hostel, mas a internet tava uma merda…

Madrid-Avila em 18/06/2019

Então, vamos pra Avila, né? Botei pra despertar às 8, acordei e pensei: foda-se Avila, não tem por que acordar cedo, essa gente começa a almoçar depois das 13, as coisas só abrem depois das 10, porque eu vou acordar às 8? Dormi até o meio-dia dia, e saí pra almoçar a 1 da tarde. Fui la no Cocina de San Antón, tomei uma marguerita por absurdos €11,00, mas comi bem o bufet do dia, tomei vinho, com sobremesa e deu €29,50, se não fosse o drink teria dado só €18,50.

Vamos aprendendo! Misericórdia, saí de San Antón me escondendo do sol, tava muito calor, não queria ir muito longe a pé, procurei endereços de livrarias, só dava Fnac … Saí na Gran Via e dei de cara com a Casa del Libro, onde comprei Los Hombres del Norte sobre os vikings e Historia de la Edad Media en Ocidente a €37,85, mas fiquei feliz porque era o que queria, ainda falta um mapa, preciso encontrar um.

Depois disso voltei pro hostel. Comprei passagem pra Avila pra amanhã, consegui imprimir os tickets na recepção, agora só tenho que ver o metro pra estação Príncipe Pio. Também mandei mensagem pro Mario do Casa de Chueca, pediu pra eu passar lá pra saudá-lo, o que devo fazer na quinta. Tomei banho, fiz a barba, e fui no Toma Jamón, não queria ir muito longe. Comi um oculto de carne de porco recomendado por aquele mesmo garçom do ano passado, lembram? Uma maravilha, não sei que parte do porco, parecia a costela sem osso, uma delícia, dois pimentões numa tigela que vinha super aquecida e uma salada mista e, vez das fatídicas batatas … 3 cervezas e sabe quanto deu? €20,20, uma pechincha, deixei €3,80 pro garçom. Aí, fui no mercado Supercor, onde comprei um mojito e dois negócios doces; muito bom o pantera cor de rosa. Amanhã vou pra Avila e levo como lanchinho. Foram mais €11,50. Agora 22:31 e vou procurar o metro pra estação amanhã!

Madrid, 17/06/2019

Acordei às 7:30, porém, na madrugada fiquei acordado até às 3 da manhã vendo Youtube sobre a terra. Bom, pulei da cama e fui tomar café já todo arrumadinho, a mala prontinha. Peguei o metrô na Llacuna, fui até Urquinaona, de lá até Plaza Catalunya pegar o Aerobús. Saibbam que sai um atrás do outro, movimentado, acho que de 5 em 5 minutos. Em El Prat cheguei um pouco antes das 10 e fui pra fila despachar a mala e fazer o checkin. Depois tinha que achar um banheiro, e demorei pra fazer isso. Aí, fui pra fila da revista e segurança, passando sem maiores problemas. Às 12:15 decolamos e não tinha ninguém ao meu lado, fui pra janela, tirei algumas tantas fotos. 13:08 pouso em Barajas. A mala demorou um pouco para ser liberada na esteira. Então, tentei passar com o cartão do metrô, mas ja tava vencido. Tive que comprar outro por € 7,00. De T4 a Nuevos Ministérios, linha 10 sentido Puerta del Sur até Alonso Martinez e a linha 5 uma única estação até Chueca. Antes de ir pro hostel, passei no restaurante de sempre, o Toma Jamón, o garcom sugeriu o menu do dia … Argh!,, entrada com aqueles salames diversos, entrecort com argh! Batatas fritas e pimientos cozidos, com muito sal grosso por cima! Barato, só tomei 2 cervejas pequenas, acho que estavam no menu, sei lá, e paguei € 16,40 mais 1,60 pra gorjeta. Aí sim, estava preparado pra ir ao hostel, onde tomaria banho e dormiria das 15 até ás 19, mais ou menos. Saí a procura de um restaurante que não me desse batatas de qualquer tipo, fui no Mercado de San Anton, mas nada me apeteceu, caminhei em volta das ruas conhecidas devagar, na sombra, pra não suar muito, e numa esquinA com a Libertad tinha uma cantina, La Carmenzita. Entrei e a mulher me deu o cardápio e a carta de vinhos, ué, acho que não tem cerveza! Na verdade, tinha, eu que não vi a torneira de choppe no balcão, mas fui fundo no vinho achando que cada taça me custaria €22! Que burro. Disse eu: foda-se, vou gastar neste vinho. Pedi merluza rebozada, me pareceu ser pedaço de polvo e o molho a própria tinta, tomei duas taças de um tinto muito gostoso e sabem quanto deu? €28,00, sim, cada taça custou €2,73 e o prato €20,00! Beleza, quase não consegui comer tudo, meio forçando, empurrei goela abaixo, não que estivesse ruim, mas era porque o antepasto de pão e pate me encheu. 21:11 saí de lá, passando no supermercado de San Anton pra comprar alguma coisa pro café da manhã, iogurte, suco, bolacha, vermouth, chocolate. Cheguei perto de 21:34 no hostel, onde estou agora traçando estas linhas e tomando o vermouth às 22:28! Verei se vou a Avila amanhã…

Barcelona, 16/06/2019

Dormi, novamente, até o fiofó fazer bico e apitar. Saí ás 13:00. Hoje, iria em direção a Torre Glories (o charuto …) e daí para a Sagrada Família; nada difícil, uma boa caminhada, porém, tinha bastante sol. Aliás, sol escaldante. Procurava muito pelas sombras das árvores; andando e andando, saí na Avinguda Diagonal e encontrei o el Racó, após passar por inúmeros restaurantes nas calçadas das transversais da Diagonal. Já eram mais de 15 horas quando decidi ficar no el Racó, por sinal, com muito acerto. Gostei da comida, gostei do atendimento, gostei da decoração, gostei de tudo, foi registrar no Trip Advisor. Aí, pensei em pegar um hop on hop off até a hora de voltar pro hotel, então teria que caminhar para um daqueles pontos, e caminhei, caminhei e não encontrei, só fiquei me mijando! Peguei sentido errado na Carrer Muntaner e tomei no c… porque não aguentava de tanta vontade de mijar … Fui e fui um pouco mais além, saindo no Passeig de Gracia pela Gran Via de les Corts Catalanes, onde tinha uma estação de metrô da linha 4, a laranja, aquela que me levaria até o hotel para mijar, depois de uns 15 minutos. Foi isso que fiz e cheguei às 18:35 e fiquei escrevendo até agora, 19:57. Pelo menos ta registrado! Besos …

Barcelona, 15/06/2019

Achei melhor dormir até o fiofó fazer bico vindo de Reykjavik. Não tomei café. Saí do hotel perto do meio-dia. Desci a Ciutat de Granada em direção à platja. Não foi muito difícil nem cansativo; esta rua desemboca num cemitério; fui contornando os muros do cemitério e finalmente saí na platja, na Avinguda del Litoral. O dia começou a ficar nublado, mesmo assim havia muitas pessoas tomando banho de sol na areia do Mediterrâneo; as avingudas e rondas estavam cheias de turistas; com fome, parei no Marina Moncho’s; extremamente demorados para atenderem, para cobrar, para qualquer coisa; comi um badejo com batatas cozidas e depois assadas, arghhh! € 34,75 + € 3,00 de gorjeta, o peixe tava bom, se não fosse a demora. Ok, registrado.

Depois de comer, segui pela ronda do litoral até Barceloneta, Colon, Port Vell e mais. Peguei o metro às 17:46 para o hotel. Tomei banho e desci para comer carpaccio e charcuteria por € 37,50 mais uma gorjeta, uns € 3,00, acho.

De Reykjavik a Barcelona, 13-14/06/2019

4:44 da manhã, Barcelona, aeroporto El Pratt: tava sentado em algum banco pensando em pegar o ônibus pro Centro de Barcelona a partir de 8 horas. Fiquei pesquisando trajetos e vi que o metro deixava mais perto do hotel. Foi aí que encontrei Dandara … Estava sentada quase ao meu lado e reparei que o celular dela transmitia alguma coisa em português, então, tomei coragem e perguntei se ela era brasileira; sim, carioca, fazia um mestrado em arqueologia em Tarragona, onde morava, estava esperando o ônibus para lá desde a meia-noite, vinda de Tomar em Portugal; horário do ônibus dela era 9:15; ficamos conversando o tempo todo, mais eu do que ela, até dar o horário; tomamos café e ela me mostrou o lugar aonde deveria pegar o aerobús.

Bom, cheguei no hotel antes de 11 depois de toda baldeação, na verdade o aerobús me deixou na Plaza Catalunya, onde peguei o metro até Urquinaona e de lá a linha 4 Laranja em direção a La Pau, 5 estações depois para descer em Llacuna. Pela primeira vez na história da humanidade judaico-cristã ocidental fui pro lado certo e consegui sair de imediato na rua do hotel, Ciutat de Granada. Achei muito fácil. O negócio é que estava tão cansado e cheio de sono … Dei um jeito nos bagulhos da mala, tomei um banho demorado e fui me encostar, pensando em acordar umas 2 ou 3 horas depois … Ledo engano, acordei mais de 19 horas; fui jantar no próprio hotel!

Reykjavik, 13/06/2019

Acordei às 8:30 com a mala já arrumada. Fiz dois cafés, comi o burrito restante, enfiei o sanduíche na mochila, saí às 9:45 e espantei-me por ter uma criatura na recepção. Deixei a mala e fui procurar o bus stop 10, não achei. Voltei e fui na GrayLine. Lá, a moça alterou para o bus stop 3 na frente do Centric.

Nota: eles confundiram o Centric Guest House com um Guesthouse 101 que fica perto do bus stop 10, por isso me mandaram pra lá.

Acertado isso, fui em busca das lembrancinhas, andei, andei e andei e comprei luva, canecas, canequinhas. Mas acho que isso foi depois de almoçar! Enfim, almocei no Grillhúsid por € 35,00. Antes das 16 já estava no Centric, peguei a mala e fui pro bus stop 3, já que deveria estar lá às 16:30, e nada da van aparecer, às 17 já estava indo para a GrayLine quando vi uma van descendo … Corri e era e bendita. No ponto central trocamos por outra van e saímos rumo ao aeroporto às 16:28, chegando 17:20 lá. Fiz um lanche por 2000 krones, troquei as krones por € 27,50 e fui esperar pelo voo de 21:45. Comi o sanduíche … Fui o primeiro a embarcar. Atrasou, voo saiu 22:12 e chegou 4:14. Comprei um lanche por € 17,00 a bordo.

Reykjavik, 12/06/2019

Acordei às 11:00, como ninguém limpa o quarto se não for pedido, ninguém enche o saco. Tomei café com o muffin e saí a procura do museu dos vikings. Demorei um pouco, mas achei. Bem legal, umas telas que mostram vários pontos do assentamento. Antes de 872 já havia vikings por aqui. Grande erupção naquele ano. O nível do mar subiu uns 2 ou 3 metros e de lá pra cá, muita coisa foi coberta pela água. Cromossomos dos islandeses comuns aos asiáticos, quer dizer que podem ter descido pela península de Kara … Russa. Não é grande, poucos achados, ruínas de uma casa e só, mas bem interessante.

Saindo dali dei uma volta pela old harbour, muitos pequenos restaurantes. Acabei indo almoçar no Grillhúsid, paguei com euros a conta de € 50,00 com a gorjeta. Esqueci de pegar nota. Já eram umas 17:00.

Voltei pro Centric, troquei de casaco e saí pra dar uma volta. Andei no parque, sentei-me um pouco, dei umas voltas, sai na Harpa, fui na Old harbour pensando em comer algo leve, uma sopa, mas não achei lugar. Voltei! Depois passei no 1101 pra pegar burrito e sanduíche. Cheguei no hostel e peguei mais café e açúcar! Subi, esquentei o burrito, fiz um café, comi a metade da coisa, comi a bolacha doce e deu! Aí, fui arrumar a mala, bem rápido. Já está pronta. Tudo certo, só preciso confirmar onde é o ponto de ônibus 10 da GrayLine pra ir pro aeroporto, parece que não é esse na frente do hostel! São 00:02 na minha última noite na Islândia! Quem diria?

Reykjavik, 11/06/2019

Acordei às 8:30. Fiz café, comi com o muffin de chocolate. Levei as bolachas salgadas e o chocolate na mochila pro lanche no passeio. Antes das 10 já estava em frente a Culture House. Veio uma van que nos deixou no ponto central da GrayLine para trocarmos pelo ônibus. O guia falava muito sobre a história e a geografia da região. Como não falava rápido, consegui entender grande parte. Levou uns 45 minutos até o sítio das placas tectônicas. Lá, tivemos uma hora para andar pelo parque com os paredões de pedra, o vale da falha, o parlamento.

Comi uma bolacha nesta hora, perto de meio dia. Às 12:25 saímos para a cascata, passamos por um grande lago, formações montanhosas das erupções, montanhas de gelo, campos de lava, rios e riachos, criações de cavalos, ovelhas, plantações. A cachoeira é deslumbrante, cai numa fenda que não se consegue ver o fundo, dá um medo de andar naquelas beiradas com uma simples cordinha de proteção. O lugar e a paisagem são magníficos.

Não lembro quanto tempo fiquei admirando entre a fissura e a cachoeira, sei que às 14:35 saímos para o geysi (em islandês) e voltaríamos para Reykjavik às 16, tendo uma hora pra apreciar o espetáculo.

Muito bonito, e pensava numa palavra para descrever a beleza destes lugares que estive, e não achei outra a não ser dramática, uma beleza dramática. Às 16:15 saímos e chegamos a Reykjavik 17:50. As fotos não sei se puderam captar a dramaticidade que estou falando.

Fui pro hotel, tomei banho e acabei no Grillhúsid pra jantar.

Reykjavik, 10/06/2019

E nada de anoitecer … Bom, consegui dormir mesmo com tanta luz e claridade, uma música irritou um pouco, estava numa região cercada de bares e restaurantes, mas deu tudo certo. Acordei já eram 10:00. Tomei café com o muffin. 11:15 saí. Desci a rua do Centric em direção ao parque que passei ontem, e fui até o final, saindo perto do museu e da universidade, em um conjunto de passarelas próximo ao aeroporto doméstico de Reykjavik. Contornei as passarelas, saí nas obras de rua em frente ao hospital da criança e da mulher. Isso me fez sair atrás da igreja do vulcão, então fui descendo as ruas.