Mais um dia em Zadar

Tomei café quase às 10 horas daquele 28/05. O tempo continuava nublado, mas não chovia. Minha ideia era chegar na ponta esquerda de Zadar, saindo do Forum. Mal sabia que deveria atravessar aquela mesmíssima ponte de pedestres, pegar a esquerda e andar uns tantos metros (ou quilometros, sei lá). O que vi fez acreditar-me que os croatas preferem barcos à casas. Algo parecido no Brasil, onde os “pessoar” preferem morrer pagando prestação de carro a alugar ou comprar casa ou apartamento no Butiatuvinha .. Sacou? Dezenas, centenas de barcos … As casas caindo aos pedaços, mansões abandonadas, janelas aos cacos … Chamou muito minha atenção. Até hotéis caindo aos pedaços, sem reforma, sem pintura, será que estão vazios? Muito interessante, situação de abandono? Não sei…

Hoje não choveu, consegui andar bastante pelas margens das marinas (tantas), centenas de barcos, e casas caindo aos pedaços! Depois de umas duas horas caminhando, fui almoçar no Kenoba Teatro, porque achei a comida boa e o preço muito em conta. A mesma moça me atendeu, pedi ragu e greek salad, muito boa, um queijo apetitoso. Paguei 157 kuna mais 20 de gorjeta.

Voltei pro hotel, fiquei uma hora mais ou menos e saí pra jantar, coisa de 20:30. Umas poucas voltas e acabei no bistrô Porporela, que confundi com o Eat Me. Comi um nhoque com octopus muito bom e a cerveja amei. Isso deve ir pro Tripadvisor … Eu gostei muito!

Depois fui pro Sea Organ e Greetings to the Sun, filmei um monte, dancei, quase caí, mas vale a pena publicar … 

Achei que minhas kunas não chegariam e troquei €50 por 337 kunas, um roubo se comparado com o câmbio no aeroporto … Acho que terei que usar o cartão de crédito amanhã…

2º dia em Zadar

Neste 26/05, acordei às 7:00 pra tomar café. A pequena sala não comportava mais do que 20 pessoas e estava lotada, àquela hora de início do breakfas,t por um grupo de franceses. Esperei alguns minutos para poder sentar-me frente ao saboroso café: frutas, iogurtes, café, suco, croissants, pão de forma, geleias, leite, bolos, cereais, pepinos, tomate, aquela sardinha salgada (esqueci como chama!), ovos, um bom café da manhã. Tomei e voltei pro quarto pensando em dormir até às 10, mas acordei já passava do meio-dia.

Fui dar uma volta na península. Almocei no mesmo lugar de ontem, Konoba Teatro a 190 kuna mais 10 de gorjeta. Por volta de 15:44 comprei mais duas cervejas no mesmo mercado, o Studenac, quase na esquina do Hostel Forum. Voltei pro hotel, tomei banho, dormi, estava chovendo, estava frio e não saí mais. Dormi de novo. Acordei e vim escrever até agora, 3:11 da madrugada!

No terceiro dia em Zadar, despertei às 9:00. Dessa vez desci para o café e só tinha uma vivente lá. Comi pão com aquela sardinha salgada (ainda não lembrei o nome), tomate, queijo, salame, suco e bastante café. Então, subi, peguei a mochila e fui conhecer o Sea Organ e Greeting to the Sun. O órgão é bem interessante, mas não convence. O outro ponto, Greeting to the Sun, não era pra ver de dia, e sim a noite. 

Como a chuva e sol nublado permaneciam, duvidava que haveria luzes do sol … Continuei meu caminho pela Istarska Obala, atravessei a ponte de pedestres, andei pela Obala Kneza Branimira e acabei saindo na beira do mar onde já tinha estado no dia anterior. A chuva fina não desistia de cair, não cheguei a ficar ensopado, mas molhava-me mesmo com o casaquinho impermeável. Quando cheguei bem na margem da água a chuva ficou mais forte, fiquei alguns minutos debaixo de uma árvore, onde tirei algumas fotos, e logo em seguida segui viagem.

A minha ideia era almoçar no restaurante ao lado do hotel, mas desisti porque me pareceu ter preços caros. Já eram quase duas horas quando dobrei a direita, e dobrei novamente a direita e parei no Central Point Zadar, onde pedi um steak com batatas. Comi aquela carne bem crua por dentro, as batatinhas nem comi todas, tomei três cervejas garden. A conta deu 215 kunas e deixei mais 15 kunas pro bonito garçom. Fui no banheiro e o garçonzinho esperando para saber se as 15 kunas eram mesmo para ele … Vejam só.

Em seguida fui no Studenac, onde comprei vodka, suco de laranja, run e chocolate, pagando132,95 kuna e vim pro hotel. Agora são 15:45, tomando o run com laranja e acho que vou me deitar um pouco. O tempo continua nublado, vou sair só para comer mais tarde! Não me deitei, fiquei na internet fazendo coisas e buscando passeios. Split não dá pra ir porque não tem horário cedo, e a volta não é muito tarde, descartado. O lago Plitvice não fui ver, olhei na internet, custa umas 480 kuna, não sei se vou, o tempo não ta ajudando nada. Chovendo quase que o tempo todo. Não sei o que vou fazer amanhã. 

Eram mais de 20 horas quando saí do hotel para o Órgão do Mar e depois a Saudação ao Sol, algumas fotos, e fui em busca de restaurante pra comer, passei umas quatro ou cinco vezes nos mesmos lugares, sempre indeciso em qual entrar, ou melhor, sentar, porque a maioria dos restaurantes não tem mesas internas, são todas na rua, alguns nem banheiro tem de tão pequenos que são. Enfim, debaixo de chuva decidi sentar no Eat Me, comi uma lasanha e três cervejas de meio litro por 153 kuna mais 20 kuna de gorjeta pro garçom, que até agora foi o único a me perguntar de onde sou – Brasil? It is so far away! Depois disso, me dirigi ao hotel, antes tirei meia dúzia de fotos da torre da igreja e entrei. Paguei a conta no restaurante às 22:28 e agora já são 23:23.

Zadar – Croacia

Controle de passaporte … Viva! Mais um visto! Pegar a mala, trocar 200 euros por 1400 kuna, achar o ônibus para Siroka Ulica … foi bem fácil, só sair do terminal, pegar a direita na calçada e pronto, lá está o ônibus que parte de meia em meia hora, vazio quando entrei e perguntei ao  motorista se ia pra Zadar Bus Station? Sim, disse-me ele. Cobrou 25 kuna da passagem, dando-me 75 kuna de troco. Umas cédulas bonitas! 

Trajeto rápido, saí no ônibus das 15, passando pelo porto de Zadar, parando em uma rodoviária, porém, seu ponto final é na Old Town (mas eu não sabia!). Desci depois da rodoviária sem saber onde estava, todos desceram nesse ponto. Fiquei ali, sentado, pesquisando no celular para onde e como ir, até achar ter entendido pegar outro ônibus, o número 2 ou 4 para ir a Old Town! Quando o número 2 encostou, fui perguntar ao motorista “where is the Old Town” e ele respondeu: “here it is Old Town”. Caiu minha cara de vergonha!! Sentei-me um pouco mais longe do ponto para buscar na internet onde estava, mas cansado de procurar, criei coragem e peguei à esquerda do ponto, e encontrei uma porta de entrada para a cidade; entrei por ali e me descobri a poucas quadras do hotel. Muito fácil! E eu querendo pegar outro ônibus! Paguei 40 kuna de taxas, e me dei conta de que havia perdido 50 kuna quando tirei o dinheiro da carteira e pensei ter enfiado no bolso da calça …

Subi ao quarto, 3° andar, só escada, tranquilo, mala não estava pesada. Encontrei um quarto que não imaginava que teria! Apesar de ser um hostel, o 3° andar é reservado para quartos individuais, com vista para o Forum Romano, para a igreja de São Donato, e para a torre da Catedral de Santa Anastasia, além de, como fundo, o Mar Adriático! Fiquei extasiado com a bela vista inimaginável.

Eram mais de 15:45 quando cheguei, então fui arrumar as coisas da mala, tomar banho, esperar terminar de carregar celular e sair para andar e achar lugar para comer. Saí antes das 18, passeei pelas margens do Adriático, tirei muitas fotos, inclusive do pôr de sol.

Pelas 19 encontrei na Jurija Bijankinija, 8 o restaurante Konoba Teatro. Sentei-me numa das poucas mesas e pedi ragu (polenta) com calamares, salada de tomate e big one draft beer, 2. Conta: 157 kuna mais 10 kuna de gorjeta. 

Quando estava voltando para Siroka, lembrei haver passado em frente de um supermercado, na Mate Karamana, a uma quadra do hotel; retornei e comprei cervejas, amendoim, waffle, batata frita e chocolate, tudo por 58,22 kuna.

Foi uma ótima caminhada, matei a fome, comi amendoim, tomei cerveja … E resolvi deitar-me … já por volta de 00:30, mas quem disse que consegui? É um falatório intenso na rua a madrugada toda, muito movimento, não sei se os bares ficam abertos na madrugada, talvez não. De qualquer forma, o cansaço fez-me dormir apesar das conversas na rua.

Rumo ao Tegel – TXL

Naquela manhã de 25/05, saí do ibis Alexanderplatz antes das 9. Tomei café nas proximidades da bahnhof e segui em frente para achar, facilmente, o ponto do ônibus para Tegel TXL localizado na Bundesstrasse, logo depois da Primark, onde estivera no dia anterior. Peguei o TXL às 9:25, chegando por volta de 10:00 a Tegel. Preço da passagem: € 2,80. Na hora de ir ao balcão da easyJet, me enrolei um pouco, mas a moça, muito atenciosa, disse-me para colocar a mochila dentro da mala para despachá-la sem pagar. Foi o que fiz, então, nas próximas já sei como fazer, já que terei mais alguns voos com a easyJet.

Dormi quase todo o percurso. O voo atrasou em meia hora por causa do intenso tráfego aéreo em toda a Europa, conforme o comandante. Estava previsto para 11:50 e saiu somente às 12:22, chegando perto de 14:15 em Zadar. 

Berlin, a encantadora

O voo easyJet de Madrid até Berlin chegou no horário, às 22:35 . Foi tudo muito rápido. Tegel é um aeroporto pequeno comparado com outros gigantes pelos quais já passei. Após a imigração carimbar meu passaporte (mais um visto!!!) segui as placas e encontrei o ônibus TXL Express Bus, custa € 2,80 e passa na Berlin Main Station (Hauptbahnhof) até Alexanderplatz. Claro que caminhei um pouco, confundindo-me com outros ônibus. Às 22:55 de 23/05 validei meu ticket de ônibus (20 minutos após ter desembarcado) e fui um pouco apertado naquele ônibus cheio.

Mas por burrice, desci antes de meu destino, na Hauptbahnhof, achando que deveria pegar o metrô ou trem ali para a Alexanderplatz… O ônibus vai diretamente a Alexanderplatz. Enfim, como barata tonta, subindo e descendo aqueles andares da HBF tive que pedir informação a primeira pessoa uniformizado que apareceu, pois àquela hora estava tudo fechado. O alemão só falava, pasmem! alemão! mas, mesmo assim, na maior boa vontade explicou o que eu só entendi como S4 subindo um andar! O sinal que fez com a mão decifrou o significado: 4 dedos! Porém, outro parto: nenhum acesso aos trens no andar superior indicava S4, subi naquele que indicava S3 e S5 e deu certo, porque no painel mostrava a direção Alexanderplatz! Maravilha.

Como já conhecia a região, foi fácil encontrar o ibis Budget Berlin Alexanderplatz. Detalhe: como perdi a reserva dos três dias, o hotel enviou e-mail informando o cancelamento, mas dando oportunidade de fazer nova reserva, e foi exatamente o que fiz. Custou-me € 168 a nova reserva de duas noites.

Quando finalmente cheguei na Alexanderplatz, comprei 2 sanduíches e uma Fanta por €5,30 para continuar minha jornada. No ibis comprei duas Franciskaner por € 6 e subi ao quarto para uma noite de sono merecida depois de tantas peripécias na Espanha.

Dormi o quanto pude. Amanheceu com um lindo sol em Berlin, mas estava tão sonolento que fiquei até mais tarde na cama; tomei banho troquei de roupa e fui almoçar, dando umas voltas pela praça, onde percebi uma Primark! Queria comprar aquela sapatilha de Madrid, já que o All Star estava me torturando! Bom, paguei a conta no Vicenzo (restaurante-gelateria-ristorante-bar na Rathausstrasse 1) às 14:57 por € 19,40. Às 15:30 entrei na Primark e encontrei exatamente a mesma sapatilha do ano passado que tinha comprado em Madrid, mas acho que em Berlin, neste ano, mais barata, pois paguei a fortuna de € 4. 

Agora sim poderia fazer o que tinha programado, conhecer a East Side Gallery, no que tinha sobrado do Muro de Berlim. Fácil, fácil de encontrar, a pé, claro. 

Depois de muitas fotos dos grafites, passando de 17 horas, fui ver como estavam as obras no novo palácio berlinense, que me deixou extasiado da última vez que estive em Berlin pelo tamanho da reconstrução que estava sendo feita. E não dá pra negar, estes alemães trabalham muito e diligentemente. As obras de reconstrução ainda não terminaram, mas já dá pra ver que a coisa vai ficar linda, um espetáculo. 

Continuei andando, andando, admirando aquelas magníficas construções e lá pelas 19 devo ter chegado ao ibis. Comprei um sanduíche e mais 3 Fraciskaner por € 13,50 e o recepcionista do hotel estava me dando troco para € 50 quando eu havia dado € 20! Até ele entender o que eu estava querendo dizer levou alguns poucos minutos … Misericórdia! Subi pro quarto, comi o sanduíche, tomei as cervejas, e fui deitar bastante cansado, mas revigorado por saber que a sapatilha ia acabar com os meus problemas de dor nos dedos! Berlin é maravilhosa. Quero voltar e ficar mais tempo!

Detalhes do atraso Iberia GRU-MAD em maio/2019

Acordei às 5:30 do dia tão esperado do embarque, 21/05. Já tinha tudo praticamente arrumado, mesmo assim a gente se enrola. Chamei o Uber depois das 7, acho que 7:15, cheguei no aeroporto às 8:05 debaixo de um nevoeiro brabo, e viemos justamente pelo Contorno, um caminho que não gosto de fazer. Voo com atraso de 20 minutos.

Em GRU o problema foi achar o balcão da Iberia, pois um e-mail e mensagens recebidos por volta das 8 comunicavam o atraso com decolagem prevista para só 1:20 da madrugada do dia 22!!!! Ainda assim, tinha alguma esperança de seguir em outra companhia, mas não teve jeito. Quando achei o balcão, entrei numa fila perto de 11:40 e só saí de lá já passava de 13:40, com uma carta comunicando o atraso, que não serviu pra nada, e voucher de taxi e de hotel. Não adiantava ficar enfurecido, ia ter que esperar …

Como meu voo seguinte, partindo de Madrid, era pela Ryanair, eles não fizeram nada pra ajudar. Ainda consultei preços das passagens tanto pela easyJet como pela Ryanair, que não tinha voo, só para o dia seguinte, mas a easyJet tinha um voo no mesmo dia, um pouco mais tarde, 18:55, custava € 70 com a mala, só que a criatura atendente da Iberia dizia: não faça nada, não compre nada, pode ser que em Madrid eles te coloquem num outro voo, apresenta a carta na Ryanair, quem sabe eles conseguem te colocar no próximo voo. Por isso, fiquei com receio de comprar e não ter reembolso. Minha novela estava só começando!

Na sala de espera, já em 22/05, sentei ao lado de um rapaz de Balneário Camboriú, de uma senhora portuguesa e outra paulista, ficamos conversando sobre viagens, eu dando dicas pro rapaz que ficaria uma semana entre Lisboa e Espanha, a senhora portuguesa comentando que estava tentando vender sua casa para comprar apartamento menor e, assim, poder ficar tranquila 8 meses em Portugal e o restante do tempo no Brasil.

Embarcamos no A340-600. Voo tranquilo, consegui dormir boa parte do tempo. Chegamos a Madrid 15:50. Tinha 50 minutos para passar pela imigração, sair do terminal 4S e chegar no Terminal 1, descobrir como fazer isso, passar pela revista, passaporte, achar balcão da Ryanair e tentar embarcar …

Fiz tudo isso, mas cheguei às 17:05 no portão de embarque, quer dizer, perdi o voo, que saia às 17:10! (Chegada em Berlin Schönefeld às 20:25 de 22/05, que daria tempo tranquilo de chegar no ibis Budget Alexanderplatz antes de meia noite). Fui ao balcão da Ryanair: voo somente para o dia seguinte, eu já sabia disso! Deveria ir na Iberia no T4S pra ver o que conseguiria … Lembrando que entre os terminais T4S e os outros terminais, deve-se apanhar um ônibus cujo trajeto leva cerca de uns 20 minutos. Corri pra pegar o tal ônibus de volta ao T4S e falar com alguém que resolvesse meu problema! Ledo engano!

Depois de muito caminhar, e pedir informação para uma funcionária, que já me desencorajou dizendo que era difícil eu ser colocado em outro voo porque era da Ryanair, finalmente cheguei ao ponto de atendimento ao cliente. E lá se confirmaram minhas piores expectativas – a Iberia não reembolsaria nada, nem passagem, nem hotel, nem custos, nada, o compromisso dela comigo como passageiro era entregar-me em Madrid e tinham feito isso. O melhor a fazer era tentar reclamar com os formulários que me foram entregues, na hora, ou tentar no site o serviço de atendimento ao cliente, juntando os comprovantes, mas era muito difícil conseguir algum reembolso. Ponto final. Lavaram as mãos ao me deixarem sozinho e sem assistência em Madrid, eles tinham feito a parte deles!

Completamente calmo, que engraçado, me recompus, procurei saber se havia ponto de atendimento no T4 da easyJet, o que não havia, e voltei ao ônibus de transporte entre os terminais, já que somente no T1 poderia comprar a passagem para Berlin, que a Iberia me negou de chegar. Pela terceira vez naquele dia andei naquele ônibus, vou sentir isso para sempre! Fui direto ao balcão da Ryanair para tentar uma última vez trocar a passagem, e nada. E comprar? Só para voos hoje! Sentei-me naquele terminal e comprei pela internet uma passagem para Berlin, no dia 23/05, um dia depois do voo que estava reservado. Paguei € 85,87 (incluindo € 19,49 de Lugar a frente-speed boarding por causa da mala e mochila) num voo que sairia às 19:30 de Madrid chegando em Berlin Tegel às 22:35. Feito! Agora começava o sufoco para encontrar lugar para passar a noite, fiquei por umas duas horas sentado naquele saguão próximo aos check ins da Ryanair, procurando hotel, hostal, hostel, pousada pra ficar aquela noite … Nada, tudo lotado e o que tinha vaga eram preços superiores a € 250 a diária, até achei dois com preços entre € 40 e € 60, mas eram albergues e numa região que não conhecia muito bem.

Quando o desespero começou a bater, lembrei-me que ainda tinha o whatsapp do Mario da Casa Chueca, onde tinha ficado em 2018. Mandei uma mensagem e continuei a buscar enquanto ele não respondia. E não respondeu… Então, liguei para ele. Prontamente me atendeu, na Casa Chueca estava lotado, ele ficou de procurar algum lugar e me retornaria.

Fiquei aguardando, acho que uns 10 minutos, quando ele ligou dizendo ter encontrado, primeiro um local por € 75 a noite, o era caro, mas continuou buscando até encontrar por € 60, o mais em conta, na mesma rua da Casa Chueca, o Hostal Corazón de Madrid. Deveria ir até a Casa Chueca e de lá ao Hostal. Eu levaria de Barajas até lá cerca de 1 hora. Creio que já passava de 21 horas. Fui em direção ao metrô, paguei € 7,30 por causa do suplemento aeroporto e devo ter chegado em 1 hora, Mario já estava saindo da Casa Chueca para irmos ao Corazón de Madrid. Lugar bom, com banheiro e cama de casal.

Deixei meus pertences lá e fui jantar no Toma Jamón Tabernas Españolas, no final da Calle San Bartolomé, Plaza Vazquez de Mella, 11, rua onde ficam os dois hostal – Chueca e Corazón. Enfim, mais calmo por estar num lugar “conhecido”, fui dormir até às 11 da manhã de 23/05.

O prédio estava em reforma e lá pelas 9 acordei com uns barulhos ensurdecedores das britadeiras no concreto. Mesmo assim, continuei deitado, mais tarde tomei banho, deixei a mala no hostal e fui ao Cafe das Artes almoçar. Lugar que sempre gostei e pelo preço ser bem em conta. Lá gastei € 25,65 mais a gorjeta que não lembro quanto, saindo às 13:45. Fiz tudo isso a pé, tanto ir como voltar, não usei o metrô. Cheguei ao Corazón antes das 15 e passei na Casa Chueca dar um alô ao Mario antes de iniciar minhas férias.

Peguei o metro em Chueca (€ 4,80) às 15:33. Em menos de 1 hora estava chegando ao T1 de Barajas rumo a Berlin. Agradeci imensamente ao Mario por ter me ajudado a encontrar um lugar para passar a noite e lembrei da importância de termos amigos, pois quando menos esperamos eles poderão nos ajudar. Uma lição forte que levo é: PRESERVAR AS AMIZADES!

Madrid Barajas

Cheguei a Madrid, vindo de São Paulo às 15:50 de 22/05/2019 devido ao cancelamento do voo da Iberia. Ainda tinha 50 minutos para passar pela imigração, passaporte, segurança, sair do terminal 4S, chegar no terminal 1, descobrir o checkin da Ryanair, passar pela imigração, passaporte, segurança … e embarcar rumo a Berlin! Fiz tudo isso, e devido ao “excelente” atendimento de Iberia desde Guarulhos, cheguei às 17:05 no portão de embarque, quer dizer, perdi o voo que decolava às 17:10, chegaria a Berlin-Schonefeld às 20:25 de 22/05, teria tempo suficiente para chegar ao ibis Budget Berlin Alexanderplatz antes de meia-noite. Só que o atraso da Iberia impediu-me de embarcar, obrigando-me a buscar outro voo, perdendo o bilhete já pago desde março! Barajas me me matou de cansaço porque tive que tomar 3 vezes o ônibus que faz o trajeto entre os terminas 1 (Ryanair, easyJet) e 4 (hermosa Iberia, que lavou as mãos para o meu problema, criado por ela mesma!)

Depois de muito tentar, e após todas as vezes que ouvi que Iberia havia cumprido dej contrato de “jogar-me” em Madrid, consegui comprar pela internet um bilhete para Berlin da easyJet para o dia seguinte, às 19:30. Agora, precisaria de um lugar para ficar, e comecei desenfreada busca na internet por hoteis e hostals. Não encontrei nada por menos de 250 euros!!!! Mais de duas horas depois de começar as buscas, o desespero começou a bater e, então, lembrei de Mario do Hostal Casa de Chueca, onde havia me hospedado em 2018 e tinha seu contato no Whatsapp. Pois o santo Mario foi quem conseguiu uma vaga por uma noite em Madrid! Se não fosse ele, sei lá o que teria feito. Obrigado, amigo Mario pela grande ajuda nesta famigerada história causada pela Iberia.

Que beleza, cerca de uma hora depois estava em frente a Casa de Chueca para que Mario me acompanhasse até o hostal em que havia conseguido a vaga!

E, assim, terminei meu dia, após ter ido ao Toma Jamón Tabernas Espanholas me deliciar com uma agradável cerveja fresca!

Parabenizo, mais uma vez, ao excelente trabalho de apoio aos clientes NÃO realizado pela muy hermosa Iberia. Nunca mais entro num avião de vocês!

Férias 2019 – Europa!!! Uma tragédia Iberia anunciada

Depois de 12 meses, mais uma vez, graças a Deus, teria minhas férias regulamentares, antes que aquela turma governista acabe com isso! Uhuuhuu! Europa, origem judaico-cristã ocidental, lá vou eu.

Meu principal plano era conhecer Croácia e Islândia, sim, porque Paris, Londres, Roma pertencem ao circuito Elizabeth Harden (Londres-Paris-New York, o mais disputado pelos diplomatas alguns anos atrás), se é que me entendem. Como desisti de voar pela TAM, ops, Latam (Latão?), depois de penar em 2017 pra conseguir um contato de um voo que havia sumido de minha reserva, fui consultar Iberia.com. Viajei em 2018 para Portugal e Espanha pela empresa, então resolvi voar com ela novamente. Meu Deus, se arrependimento matasse!

O trecho CWB-GRU/GRU-CWB fiz pela Gol, outro parto porque cancelaram o voo que tinha reservado para a volta, me colocando em outro em que praticamente ficaria umas 10 horas em Guarulhos. Isso não foi nada, comparado com o que a famigerada Iberia fez comigo. No dia do voo, pela manhã cedo, cerca de 8:00, de 21/05, recebi e-mail e sms informando que o meu voo, reservado para às 15 horas de 21/05/2019, havia sido cancelado por motivos “operacionais” e só sairia de Guarulhos à 1:20 de 22/05. Quando pude ler o e-mail já me encontrava no Afonso Pena de Curitiba a caminho de Guarulhos! Quer dizer, nem cogitava voltar para casa e retornar mais tarde, mesmo porque os trechos foram comprados separadamente.

E aí começa o drama – a Iberia ofereceu hotel, refeição e transporte para aguardar em Guarulhos, menos o transporte de volta para o aeroporto, que arquei do meu bolso. Legal, 40 reais a mais. Em Guarulhos, uma funcionária da Iberia entregava uma carta aos passageiros explicando o motivo do atraso, mas que não teria valor nenhum para outras companhias (a Ryanair não deu a mínima bola para tão amável cartinha). Explico melhor: de Madrid voaria pela Ryanair para Berlin, reserva totalmente paga e com hotel reservado na cidade. A (in)competente funcionária da Iberia repetia insistentemente: não faça nada, não compre outro bilhete, pois a Iberia pode conseguir outro voo para Berlin para o senhor … ahan … nunca confie nestas conversas fiadas! antes tivesse comprado o voo para Berlin, na mesma data, pela easyJet que tinha um voo para a cidade. Confiando na conversa furada da funcionária Iberia de Guarulhos, não comprei o bilhete easyJet, esperando que a “eficiente” Iberia solucionaria meu problema já em Madrid.

Ledo engano, pois quando cheguei a Madrid e fui abandonado a minha própria sorte, sem nenhum suporte da Iberia, o que mais ouvi dos eficientes funcionários de Madrid era: olha, o contrato da Iberia de deixar você em Madrid foi cumprido, você está aqui e aqui termina nossa responsabilidade. Você pode preencher este formulário, entrar no serviço de atenção ao cliente na internet e registrar a reclamação, mas como cumprimos o contrato de deixar você em Madrid, dificilmente receberá algum reembolso … que legal, perdi um voo Madrid-Berlin por culpa da Iberia, precisei comprar outro bilhete para Berlin, não fui reembolsado, tive que pagar uma diária de hotel em Madrid, não fui reembolsado, tive que cancelar minha reserva de hotel em Berlin e fazer nova reserva e não fui reembolsado, tive que arcar com despesas de transporte e alimentação em Madrid e não fui reembolsado. Este é o atendimento padrão Iberia de (des)respeito ao cliente.

Iberia, hermosa, nunca mais entrarei num avião de vocês!

Madri, Espanha

Madri é uma cidade fascinante, bonita, cosmopolita, cheia de gente linda, com várias opções de lugares para ficar, para comer, para passear, para se sentir feliz. Uma cidade bem em conta financeiramente, inclusive quanto aos preços de passagens internacionais. É um dos pontos de entrada mais baratos para brasileiros.

Minha política de hospedagem não inclui o Airbnb, principalmente pelos supostos problemas de moradia das populações locais onde a plataforma atua. Por isso, sempre prefiro hotéis, de preferência aqueles da marca Accor (Ibis, Mercure, Novotel etc.). Em Madri já fiquei em vários Ibis, mas desta vez – junho/2018 – reservei no Hostal Casa Chueca, três quadras da estação Chueca do metrô e perto de tudo que interessa na cidade. A maioria das minhas andanças pela cidade era a pé – adoro caminhar. E Chueca, além de ser o reduto gay da cidade, tem muitas atrações para nos divertirmos.

Compras – é só caminhar pelas ruas que saem de Chueca, e se embrenhar na Gran Via, Fuencarral e outras, para encontrar que quiser, principalmente roupas e calçados.

É claro que Madri não se reduz a isso, porque é lá que se localiza o melhor museu, na minha opinião, claro. Museo del Prado!

Philadelphia

Naquele ano de 2000, Philadelphia impressionou-me com os bem cuidados pontos históricos que constituíram a nação americana. O Liberty Bell e todos os prédios no entorno que testemunhavam o desenrolar da história de liberdade dos americanos era comovente e emocionante. Em apenas um dia fruí o espírito da história que se infiltra naqueles que buscam conhecer o passado para desvendar não só o presente, mas o futuro.

Os americanos sabem conservar o legado de sua história … e mesmo para quem não tem muita noção dos fatos históricos, é muito útil andar pelas ruas de Philadelphia e se encantar com uma cidade que guarda tantos indícios do que foram seus tempos no século XVIII.